Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

Descubra como estruturas metálicas transformam projetos de engenharia em realidade

Diego Velázquez
Por Diego Velázquez 6 Min de leitura

Para Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, a construção civil brasileira está trocando o canteiro artesanal pela lógica da linha de montagem, e o aço é o material que melhor simboliza essa virada. Onde antes uma estrutura subia tijolo a tijolo, em meses de improviso e desperdício, hoje peças metálicas chegam cortadas, dobradas e numeradas, prontas para serem erguidas em semanas. 

O pano de fundo econômico ajuda a explicar a pressa. O custo médio da construção fechou 2025 em torno de R$ 1.872 por metro quadrado, e produtividade deixou de ser meta para virar requisito de sobrevivência. Siga a leitura e veja que as projeções de mercado apontam crescimento de cerca de 2,7% para a construção civil em 2026, mas o recado das entidades do setor é direto: esse fôlego será de quem souber industrializar a obra, não de quem insistir no modelo lento de sempre.

Do canteiro artesanal à obra que se monta como um kit

A grande mudança não está apenas no material, e sim em onde a obra acontece. Na construção metálica industrializada, boa parte das peças é fabricada fora do canteiro, em ambiente controlado, e transportada pronta para montagem. O local da obra deixa de ser uma oficina barulhenta e cheia de entulho para se tornar um ponto de encaixe, em que componentes calculados ao milímetro se conectam segundo um projeto definido bem antes da primeira viga chegar.

Quem acompanha o levantamento de uma estrutura metálica percebe a diferença logo nas primeiras etapas. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim destaca que o prazo de execução cai de forma drástica, o acabamento ganha qualidade visível e o desperdício despenca, porque cada peça é cortada conforme a necessidade. Estudos do setor indicam que a industrialização baseada em aço pode reduzir o custo total da obra em até 30% frente aos métodos tradicionais, um número que muda qualquer planilha de viabilidade.

Por que o aço encurta prazos sem abrir mão da precisão?

A resposta está na fábrica, não no canteiro. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim elucida que, quando a estrutura é produzida em ambiente controlado, com solda consistente e corte preciso, o engenheiro elimina a margem de erro que costuma atrasar a obra convencional. Sistemas como o light steel frame e a construção modular chegam a cortar prazos pela metade, justamente porque etapas antes sequenciais passam a acontecer em paralelo: enquanto a fundação cura no terreno, a estrutura já está sendo fabricada na indústria.

Elmar Juan Passos Varjão Bomfim
Elmar Juan Passos Varjão Bomfim

Essa precisão depende de planejamento digital. O BIM, metodologia que reúne num único modelo todas as informações técnicas da obra, virou peça central para compatibilizar estrutura, instalações e arquitetura antes que o primeiro perfil seja produzido. O detalhe incômodo é que cerca de 70% das construtoras e incorporadoras ainda avançam devagar nessa digitalização, o que separa quem extrai todo o potencial do aço de quem apenas troca de material.

Os desafios que separam um bom projeto metálico de um problema

Nenhum método é mágico, e o aço cobra rigor. O preço do material acompanha o mercado internacional e pode oscilar conforme o minério de ferro, o câmbio e a política comercial, o que exige planejamento de compras e contratos bem amarrados. A escassez de mão de obra qualificada para montagem e a necessidade de aço certificado e rastreável, dentro das normas da ABNT e do INMETRO, completam a lista de cuidados que separam a promessa da entrega.

É um ponto que Elmar Juan Passos Varjão Bomfim, CEO da André Guimarães Engenharia e Infraestrutura, esclarece: a estrutura metálica não perdoa improviso. Diferente da obra convencional, em que muita coisa se ajusta no caminho, o projeto em aço exige que cálculo, fabricação e montagem estejam alinhados desde o início, sob risco de transformar a velocidade prometida em retrabalho caro.

O canteiro do futuro já está sendo erguido em aço

O rumo do setor é nítido para quem observa as obras que sobem hoje: a engenharia caminha para tratar a construção como indústria, em que peças padronizadas, fabricadas longe do terreno e montadas com precisão, substituem o canteiro artesanal de décadas atrás. 

O aço, reciclável e econômico no consumo de água frente ao concreto, encaixa-se nessa lógica como poucos materiais, ao unir velocidade, sustentabilidade e previsibilidade num só sistema. Elmar Juan Passos Varjão Bomfim conclui que quem dominar essa forma de construir não vai apenas entregar mais rápido, mas projetar empreendimentos pensados para um país que precisa de infraestrutura em escala e em prazo. 

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